|
Medicinas Não Convencionais -
Higienismo/Higiene de Vida
|
|
Escrito por Carlos Ventura
|
|
Quarta, 02 Julho 2008 21:17 |
in revista Natural BeijaFlor 2008 jan TELEMÓVEL, BOMBA-RELÓGIO Volto a escrever sobre o
telemóvel porque nunca será demais alertar para este perigo cada vez mais
omnipresente, cujos efeitos, em grande parte, não são sentidos imediatamente,
mas só anos depois. Os portugueses são campeões do seu uso, e as crianças e os
adolescentes (especialmente as raparigas) são particularmente gulosos deste
"brinquedo". Os estudos que comprovam a sua perigosidade continuam a ser
revelados, apesar de passarem despercebidos e o consumidor não alterar os
hábitos. Este é mais um, mas teve o relevo de o Expresso de 8 de
Dezembro 2007 lhe ter dado o destaque da colocação da última página. A curta
notícia (que reproduzo integralmente) diz o seguinte:
«Telemóvel aumenta cancro nas
glândulas salivares Falar ao telemóvel mais de 22 horas por mês aumenta em
50% o risco de cancro nas glândulas salivares. A conclusão é de investigadores
israelitas e está publicado no "American Journal of Epidemiology".»
Três notas que considero
oportunas. Primeiro: não só as glândulas salivares, mas também pelo menos
ouvido médio e interno, meninges, cérebro e sistema imunológico estão em risco.
Segundo: não é só com essas 22 horas que os danos surgem. Com muitas menos
começam a dar-se alterações. Terceiro: é preciso também sublinhar a questão de
falar durante demasiado tempo seguido. É esse, aliás, o maior perigo.
O problema é que já é difícil, ou
mesmo impossível, passarmos sem o telemóvel. Dou portanto uma sugestão, que eu
próprio pus em prática desde 2000. Usem o telemóvel com o altifalante ligado.
Actualmente a maioria dos telemóveis tem altifalante, bastando quando queremos
activá-lo premir um botão. Há situações em que não convém fazê-lo, porque
estamos em lugares com outras pessoas ou que exigem silêncio, mas a maior parte
das vezes podemos usar altifalante, o que permite falar sem ter o telemóvel
encostado ao ouvido. Quando estamos sós, podemos inclusivamente pousá-lo na
mesa e falarmos com ele a um ou dois palmos. Noutras situações podemos não pôr
o som tão forte e falar com o telemóvel a alguns centímetros da cabeça. Usar o
altifalante faz toda a diferença. Em relação ao uso do telemóvel, anula o risco
de doenças gravíssimas. E também de incómodos não negligenciáveis como dores de
cabeça, insónias, inflamações, etc.
|
|
Actualizado em Terça, 08 Julho 2008 08:54 |