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Nuclear? Não, Arigato e O Mundo das Megapólis |
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Escrito por Carlos Ventura
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Quarta, 02 Julho 2008 20:47 |
in revista Natural BeijaFlor 2007 agosto
NUCLEAR? NÃO,
ARIGATO!
Nas últimos anos, o lóbi nuclear tem andado muito
activo (e muito optimista) perseguindo os seus objectivos, fazendo campanha
sobre campanha para convencer os governos, os investidores e a opinião pública
de que o nuclear agora já é seguro. Os acidentes, têm dito, são coisa do
passado. E Chernobyl? Sim, foi um horror... mas por culpa dos soviéticos
incompetentes que usavam tecnologia ultrapassada. A actual é infalível!
E vai daí, no mês passado ocorreu mais um acidente
grave. Onde? No Japão, país tecnologicamente avançado, cumpridor, meticuloso...
Então e agora? Bom, agora o lóbi nuclear assobia para o lado e espera um meses
calado. E depois volta à carga. Uma coisa é certa: desistir, nunca vão
desistir.
O MUNDO DAS CIDADES
Metade da população mundial já vive em cidades. Foi
vertiginoso: em 1900 só 13% dos seres humanos viviam em meio urbano e em 1800
eram apenas 3%! Mas a vertigem vai continuar. Em 2030, 60% da população deste
planeta viverá em cidades. Estas, principalmente as megacidades, são sorvedouros
insaciáveis de recursos energéticos, sendo também poluidores à escala do
absurdo. O crescimento da população mundial está, ele também, fora de controlo:
em 1999 chegámos aos seis mil milhões de pessoas, quando apenas uma dúzia de
anos antes, em 1987, éramos cinco mil milhões - ou seja, a população mundial
cresceu 20% em doze anos! Actualmente, sete cidades abrigam cada uma mais de
vinte milhões de habitantes e vinte cinco outras alojam cada uma mais de dez
milhões. A maior parte destas megacidades localiza-se no chamado terceiro
mundo, sem infraestruturas adequadas sanitárias ou de outra ordem, com uma
miséria indescritível, com crescentes franjas da população a viver no lixo e do
lixo.
Neste quadro e inevitavelmente, os bairros da lata
alastram assustadoramente. Actualmente, mil milhões de seres humanos vivem em
bairros da lata, mas em 2030 serão o dobro.
O cheiro a caos é cada vez mais intenso.
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